Poema
- Tinho
- 22 de jan. de 2017
- 1 min de leitura
A MINHA IRMÃ

Depois que a dor, depois que a desventura Caiu sobre o meu peito angustiado, Sempre te vi, solícita, a meu lado, Cheia de amor e cheia de ternura. É que em teu coração ainda perdura, Entre doces lembranças conservado, Aquele afeto simples e sagrado De nossa infância, ó meiga criatura.
Por isso aqui minh'alma te abençoa: Tu foste a voz compadecida e boa Que no meu desalento me susteve. Por isso eu te amo e, na miséria minha, Suplico aos céus que a mão de Deus te leve E te faça feliz, minha irmãzinha...
MANUEL BANDEIRA













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